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OPINIÃO

A cidade que não encontra vaga - Professor Marcos Monteiro

Como frequentador do comércio de Casa Branca, percebo diariamente como a falta de rotatividade nas vagas prejudica lojistas e consumidores

Publicado em 24/06/2026 às 14:55
Atualizado em

A cidade que não encontra vaga - Professor Marcos Monteiro (Foto: Portal da Cidade Casa Branca)

Por Professor Marcos Monteiro

Quem vive em Casa Branca sabe que já passou da hora de revermos as regras do nosso trânsito de veículos. Nosso município precisa discutir a questão do estacionamento em algumas de nossas ruas principais. Senão, vejamos o que ocorre com o nosso desprestigiado comércio local, que vive a reclamar que os casa-branquenses preferem fazer suas compras, quando possível, nas cidades da região. Mas como fazê-las aqui, se não é possível estacionar seu carro nas ruas onde está a maioria dos estabelecimentos comerciais do município?

Sem que refaçamos essas regras de estacionamento, continuaremos a ver que elas só servem aos que trabalham nessa região da cidade e que estacionam seus carros às 8 horas da manhã e os retiram de lá depois das 17 ou 18 horas, ao fim do expediente. Chama-me a atenção a passividade dos prejudicados, ou seja, do comércio local, pois não vejo nenhuma iniciativa destes para mudar esse estado de coisas. E aqui cabe um elogio ao Executivo Municipal, que encaminhou projeto de lei para implantar modificações no sistema, mas o projeto foi rejeitado pela Câmara sem manifestação dos interessados.

A verdade é que o estacionamento em algumas ruas da cidade não pode ser gratuito. É lógico que medidas complementares precisarão ser tomadas, mas como está não pode ficar! Mas a palavra cabe àqueles que imaginamos serem os maiores prejudicados, na minha opinião, o comércio local.


Com a palavra, nossa aguerrida Associação Comercial de Casa Branca, por meio de seu Presidente Homero Souza:

"Quando observo as experiências de implantação da Zona Azul em regiões comerciais, percebo que seus impactos costumam ser positivos e merecem ser considerados por Casa Branca.

O principal deles é a maior circulação de veículos e pessoas. Com vagas destinadas a permanências mais curtas, há uma maior rotatividade, permitindo que mais consumidores tenham acesso ao comércio ao longo do dia.

Outro aspecto importante é a sensação de movimento. Ruas com fluxo constante de pessoas e veículos transmitem dinamismo e acabam se tornando mais atrativas para quem compra. Em contrapartida, locais onde os carros permanecem estacionados por horas passam uma impressão de estagnação.

Também há reflexos na geração de empregos. Muitas cidades utilizam jovens aprendizes, estagiários ou integrantes de programas como a Guarda Mirim na operação do sistema, criando oportunidades de trabalho e renda.

Além disso, a arrecadação da Zona Azul pode ser revertida em melhorias para a própria área comercial, contribuindo para a qualificação dos espaços públicos e para o fortalecimento do comércio local.

Como exemplos, cito a Avenida Guiomar Novaes, em São João da Boa Vista, e a Avenida Dom Bosco, em Botucatu, locais onde o estacionamento rotativo convive com um comércio forte, movimentado e atrativo para consumidores.

Homero Souza"


E, se assim opino, o faço como consumidor no município, que diariamente tem dificuldade de realizar suas compras por problemas de estacionamento. Será que sou só eu?

Um assunto que não pode ser esquecido

Mas agora, mudando de assunto, aliás, juro a todos que não pretendia, neste espaço, voltar ao lamentável tema da Santa Casa e da Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, mas os fatos estão a nos atropelar. Nesta semana, o Ministério Público apresentou à Justiça uma representação acompanhada de pedido de bloqueio de contas da instituição e de seus dirigentes, além da Secretária Municipal de Saúde, que, segundo o discurso da Administração Municipal, nada tinham a ver com o caso.

Professor Marcos Monteiro/Casa Branca

E a Prefeitura?

Então vejamos: a Santa Casa e seus dirigentes poderão ter seus bens bloqueados, sim, porque o convênio era entre a Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto e a Santa Casa de Casa Branca. Mas então por que o pedido envolve a Secretária Municipal de Saúde, se a Prefeitura nada tem a ver com o assunto?"

Professor Marcos Monteiro/Casa Branca

E agora, José? Será que nossa Câmara Municipal verá razão para abrir investigação? Ou nosso Parlamento continuará a se omitir de suas responsabilidades?

Nós continuaremos atuando para que nossa população não se esqueça desse triste episódio de vilipêndio do nosso patrimônio, que é a Santa Casa de Casa Branca.

Fonte: Portal da Cidade Casa Branca

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