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ELEIÇÕES 2026

Senado 2026: direita reúne três nomes, e esquerda aposta em Tebet e Marina

Casa Branca teve Marcos Pontes como o mais votado para o Senado em 2022, com 7.542 votos; cenário de 2026 ainda está em formação

Publicado em 17/08/2026 às 09:10

A disputa por duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026 ainda está em fase de definição, mas os principais grupos políticos já começam a movimentar suas peças. No campo da esquerda, dois nomes ligados ao governo Lula aparecem entre as possibilidades: Simone Tebet, que construiu sua carreira política no Mato Grosso do Sul antes de assumir o Ministério do Planejamento, e Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente e ex-deputada federal por São Paulo, com trajetória política construída no Acre.

Na direita, a disputa até o momento apresenta um cenário mais dividido, com três nomes colocados como possíveis candidatos: Ricardo Salles, do Novo, que ainda pode desistir da corrida; André do Prado, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), pelo PL; e Guilherme Derrite, secretário estadual de Segurança Pública e deputado federal licenciado, pelo PP.

Em Casa Branca, o resultado da última eleição para o Senado mostra a força do campo bolsonarista. Em 2022, o astronauta Marcos Pontes (PL) foi o candidato mais votado na cidade, com 7.542 votos. A votação expressiva conquistada pelo senador se tornou um dos principais indicadores do comportamento do eleitorado local e poderá servir de referência para a nova disputa.

Esse cenário, no entanto, pode mudar em 2026 diante da possibilidade de divisão dos votos entre diferentes candidatos da direita. Com três nomes atualmente colocados nesse campo, uma eventual falta de consenso em torno de uma candidatura única poderá alterar a distribuição dos votos que, em 2022, ajudaram a levar Marcos Pontes à vitória.

O cenário local ganha ainda outro elemento: a eleição deste ano terá duas vagas ao Senado em disputa, o que deve aumentar a movimentação dos partidos e dos grupos políticos. Em Casa Branca, a votação obtida por Pontes há quatro anos coloca o município como um ponto importante para acompanhar o desempenho das candidaturas ligadas à direita.

Ao mesmo tempo, os nomes da esquerda também começam a buscar espaço e alianças para a eleição. A definição das candidaturas, das coligações e do apoio dos principais grupos políticos ainda deverá alterar o quadro até o período das convenções partidárias.

Essa configuração também poderá influenciar diretamente a disputa pela Câmara dos Deputados, que será abordada na próxima reportagem desta série. Os mesmos grupos e alianças que estarão em jogo na corrida pelo Senado deverão definir estratégias para a eleição dos candidatos a deputado federal, inclusive na região de Casa Branca.

Fonte: Portal da Cidade Casa Branca

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