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CHACINA EM FORMOSA

Delegado revela dívida de R$ 250 mil como possível motivação para chacina em Formosa

Investigação aponta que quatro vítimas, incluindo dois homens de Casa Branca, foram ao local cobrar dívida pela venda de um caminhão

Publicado em 12/08/2026 às 11:49
Atualizado em

Delegado José Antonio Sena em entrevista a rádio Terra FM, André Ferreira, o “Taroba” e Gustavo Aurélio, vítimas da chacina em Formosa/GO (Foto: Redes Sociais/Reprodução)

A investigação sobre a chacina que matou quatro homens a tiros em Formosa (GO), na tarde desta terça-feira (11), aponta que as vítimas teriam ido ao município para cobrar uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil relacionada à venda de um caminhão. Entre os mortos estão os casa-branquenses Gustavo Aurélio e André Ferreira, conhecido como “Taroba”.

Em entrevista à Rádio Terra FM 97,9, o delegado José Antonio Sena, responsável pela investigação, afirmou que as primeiras informações e imagens de câmeras de segurança indicam que os quatro homens foram até uma residência onde estariam os três suspeitos do crime.

Segundo o delegado, um veículo entrou no imóvel e, logo depois, a caminhonete Volkswagen Amarok em que estavam as vítimas estacionou em frente à residência. A polícia trabalha com a hipótese de que o grupo pretendia realizar a cobrança antes mesmo de desembarcar do veículo.

“Dá para ver de maneira muito clara que um veículo entra na residência dos possíveis autores e, logo em seguida, a caminhonete Amarok estaciona na frente da residência”, relatou Sena durante a entrevista.

Chuva de disparos

De acordo com o delegado, após a chegada da Amarok, os ocupantes teriam sido surpreendidos por uma sequência de disparos. “Nós percebemos então uma chuva de disparos contra essas quatro vítimas”, afirmou.

Os quatro homens morreram no local. A caminhonete também foi atingida pelos tiros. A investigação aponta que os três suspeitos já tinham conhecimento da cobrança e estariam preparados para o confronto.

Três suspeitos continuam foragidos

José Antonio Sena informou que os três suspeitos apontados pela investigação continuam foragidos e, até o momento da entrevista, não haviam se apresentado às autoridades nem prestado qualquer versão sobre o ocorrido.

O delegado também revelou que a câmera de monitoramento da residência de um dos suspeitos foi apagada. Segundo ele, a ação pode configurar uma infração por prejudicar o trabalho de investigação criminal.

As forças de segurança de Goiás trabalham de maneira integrada para localizar os envolvidos.

Dívida teria origem na venda de caminhão

Segundo o delegado, a investigação já identificou uma possível motivação para o crime. As quatro vítimas teriam vendido um caminhão aos suspeitos, mas não teriam recebido o valor combinado. O débito seria de aproximadamente R$ 250 mil.

Sena afirmou ainda que já existia um registro anterior de estelionato, no qual as vítimas teriam relatado às autoridades que haviam sido vítimas de um golpe relacionado à negociação do caminhão. “Então nós temos até um registro que demonstra e caracteriza a motivação dessa chacina”, afirmou o delegado.

A existência desse registro é considerada um dos elementos que ajudam a polícia a entender a origem do conflito, mas a dinâmica completa do crime ainda está sendo investigada.

Vítimas de Casa Branca

Entre os quatro mortos estão Gustavo Aurélio e André Ferreira, o “Taroba”, ambos de Casa Branca (SP). Os outros dois foram identificados como Gustavo Fernandes Graças e um homem conhecido pelo apelido de “Nego”.

Até a última atualização, ainda não havia informações oficiais sobre os horários e locais dos velórios e sepultamentos de Gustavo e André.

Fonte: Portal da Cidade Casa Branca

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