Opinião
As promessas anunciadas para maio saíram do papel? Professor Marcos Monteiro
Neste artigo, revisito os compromissos assumidos por representantes da administração municipal no fim de março e analiso o que mudou desde então
Publicado em
19/05/2026 às 13:19
Atualizado em
Por Professor Marcos Monteiro
Com a chegada do mês de maio, várias efemérides lhe são próprias, como a abolição da escravatura no Brasil, o último país do mundo a fazê-lo. E, quando o fez, da forma como promoveu a abolição, deixou consequências e injustiças até hoje sentidas em nosso país.
Mas nossa expectativa quanto ao mês de maio nos remete a um podcast promovido com alguns diretores municipais que, naquela ocasião, verbalizaram algumas promessas do sr. Prefeito, em resposta às críticas deste articulista, e marcaram este mês para que todos os problemas apontados fossem solucionados.
Então vamos a eles! A avenida das “águas empoçadas” (Av. Presidente Kennedy) teria seus problemas solucionados e seria inaugurada. Na minha visão, houve um esforço para a recuperação do gramado plantado e das calçadas quebradas, mas ainda falta resolver os problemas de um projeto absurdo, que continua ligando nada a lugar nenhum. Faço minha sugestão: abram o acesso ao pátio da Mogiana pela Rua Ipiranga, façam ali uma rotatória e a transformem na única saída da cidade. Essa alternativa também transformaria a atual Av. Presidente Kennedy na única opção de entrada. Um bom projetista apresentaria essa solução com facilidade.
Mas ainda restariam as águas empoçadas em qualquer chuvinha e, talvez, desse para inaugurá-la sem provocar constrangimentos a quem fosse cortar a fita!
Também foi dito, nessa ocasião, que os problemas causados pelas chuvas do início do ano seriam resolvidos, principalmente os incontáveis buracos na pavimentação. Nesse item, registro um esforço da administração: realmente houve um avanço com os serviços de tapa-buracos em várias vias, e o problema melhorou, mas estamos longe de tê-los solucionados.
No combate às enchentes, está ocorrendo uma obra na junção das águas oriundas do Bairro São João, Parque São Paulo e outros, com o córrego do Espraiado. Sinceramente, tenho dúvidas de que essas obras serão suficientes para a solução dos problemas, embora espere que sejam capazes de mitigá-los. Já no córrego do Desterro, ou na Av. Basilone Jr., nenhuma obra, nenhuma iniciativa concreta contra as enchentes.
Faço também um registro de que estamos apenas em meados do mês de maio e, até que ele termine, muitas promessas ainda poderão ser cumpridas. O problema é que o dinheiro do IPTU e do IPVA, quando não há planejamento, pode resultar em dificuldades futuras na programação orçamentária, que não leva em conta as necessidades do município, apenas a visão megalomaníaca de promover eventos festivos de proporções maiores que nossa capacidade.
Espero sinceramente que este texto, bem como outros que tenho trazido neste espaço, sirvam de reflexão à administração municipal, para eventual alteração de rotas, e para que nossa população possa também qualificar melhor suas opções, pois este é ano de eleições.
Fonte: Professor Marcos Monteiro
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