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SINTSEP questiona corte de insalubridade em Itobi e pede anulação de laudos

Sindicato aponta supostas irregularidades técnicas e cobra nova perícia com acompanhamento sindical

Publicado em 25/05/2026 às 10:51

Jornalista do Jornal Itobi, Juliano Germano, Dra. Jéssica e Rildo Dias, presidente do SINTSEP (Foto: Juliano Germano/Arquivo Pessoal)

O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Casa Branca e Região (SINTSEP) protocolou uma manifestação administrativa junto à Prefeitura de Itobi pedindo a suspensão imediata do corte do adicional de insalubridade de servidores municipais e a anulação dos laudos técnicos que fundamentaram a medida.

De acordo com o documento apresentado pela entidade sindical, a administração municipal utilizou novos laudos emitidos em 27 de fevereiro de 2026 — entre eles LTCAT, PGR e PCMSO — para justificar a retirada do benefício de parte dos trabalhadores do município.

O sindicato afirma ter identificado uma série de irregularidades técnicas nos documentos. Entre os principais apontamentos está o fato de que as medições ambientais utilizadas para elaboração dos laudos teriam sido realizadas em maio de 2025, quase dez meses antes da publicação oficial dos relatórios. Segundo o SINTSEP, essa defasagem comprometeria a validade das conclusões apresentadas sobre as atuais condições de trabalho dos servidores.

A manifestação também questiona a ausência de inspeções presenciais e entrevistas com funcionários dos setores atingidos, como Garagem, Educação e Saúde. Conforme o sindicato, diversos trabalhadores afirmam que não receberam visitas técnicas nos locais de trabalho, apesar de os laudos descreverem avaliações presenciais.

Outro ponto levantado pela entidade é a repetição de descrições idênticas para diferentes ambientes da administração municipal, além de divergências relacionadas ao número total de funcionários informado nos documentos técnicos.

Diante dos questionamentos, o SINTSEP solicita o restabelecimento imediato do adicional de insalubridade aos servidores afetados, o pagamento retroativo dos valores já descontados, a apresentação integral dos registros das medições ambientais e a realização de uma nova perícia técnica por empresa diferente, com acompanhamento do sindicato.

Até o fechamento desta reportagem, a Prefeitura de Itobi não havia se pronunciado oficialmente sobre os questionamentos apresentados pela entidade sindical.

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