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SAÚDE

Duas campanhas, uma mesma missão: cuidar da sua saúde

Julho Verde e Julho Amarelo reforçam a importância da prevenção, da vacinação e dos exames para identificar doenças ainda no início

Publicado em 06/07/2026 às 15:16
Atualizado em

Duas campanhas, uma mesma missão: cuidar da sua saúde (Foto: Divulgação)

Por Dr. Alberto Zogbi

Julho é um mês marcado por duas importantes campanhas de conscientização em saúde: o Julho Verde, dedicado à prevenção do câncer de cabeça e pescoço, e o Julho Amarelo, voltado ao combate às hepatites virais. Embora tratem de doenças diferentes, ambas compartilham uma mensagem essencial: o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento e cura.

O câncer de cabeça e pescoço engloba tumores que podem surgir na boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal e glândulas salivares. No Brasil, esse tipo de câncer ainda é diagnosticado tardiamente em muitos pacientes, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de recuperação. Entre os principais fatores de risco estão o tabagismo, o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e a infecção pelo HPV. A combinação entre cigarro e álcool, inclusive, multiplica o risco de desenvolver a doença.

Alguns sintomas merecem atenção, principalmente quando persistem por mais de duas semanas. Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão prolongada, dor ou dificuldade para engolir, caroços no pescoço e alterações na voz são sinais que devem motivar uma avaliação médica. Muitas pessoas acreditam que esses sintomas são apenas inflamações passageiras e acabam adiando a consulta, perdendo um tempo precioso.

Já o Julho Amarelo chama a atenção para as hepatites virais, doenças que provocam inflamação no fígado e que frequentemente evoluem de forma silenciosa. Em muitos casos, o paciente convive durante anos com a infecção sem apresentar qualquer sintoma. Quando os sinais aparecem, a doença pode já estar em estágio avançado, aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática e câncer de fígado.

As hepatites virais são classificadas em cinco tipos principais: A, B, C, D e E. As hepatites B e C são as que mais preocupam por sua capacidade de se tornarem crônicas. Felizmente, atualmente existem testes rápidos disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de tratamentos altamente eficazes e vacinas para prevenção das hepatites A e B.

A prevenção continua sendo o melhor caminho. Evitar o cigarro, reduzir o consumo de álcool, manter boa higiene bucal, utilizar preservativos nas relações sexuais, não compartilhar objetos perfurocortantes, manter a vacinação em dia e realizar exames preventivos quando indicados são atitudes simples que fazem grande diferença na preservação da saúde.

Como médico, costumo dizer aos meus pacientes que cuidar da saúde não significa apenas tratar doenças, mas principalmente evitar que elas aconteçam ou descobri-las ainda no início. Quanto mais cedo identificamos um problema, maiores são as possibilidades de tratamento com menos sofrimento e melhores resultados.

As campanhas de conscientização existem justamente para nos lembrar disso. Elas não devem ser vistas apenas como ações de um único mês, mas como um convite permanente ao autocuidado. Escutar os sinais do próprio corpo, procurar atendimento diante de sintomas persistentes e realizar consultas periódicas são atitudes que podem salvar vidas.


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Fonte: Dr. Alberto Zogbi

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