Portal da Cidade Casa Branca

INCÊNDIO NA CADEIA

Preso usou isqueiro para provocar incêndio em cela na Cadeia Pública de Casa Branca

Carlos Eduardo Prando da Silva, de 34 anos, ateou fogo em objetos pessoais e permaneceu dentro da cela durante as chamas

Publicado em 15/08/2026 às 19:21

Preso usou isqueiro para provocar incêndio em cela na Cadeia Pública de Casa Branca (Foto: TVD)

O detento Carlos Eduardo Prando da Silva, de 34 anos, morreu após provocar um incêndio dentro de uma das celas da Cadeia Pública de Casa Branca, na tarde deste sábado (15). Segundo o Boletim de Ocorrência, Carlos estava com um isqueiro e utilizou o objeto para atear fogo em pertences pessoais. As chamas se espalharam rapidamente e atingiram toda a cela.

Carlos sofreu queimaduras em 100% do corpo. Ele foi retirado da unidade, socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro de Casa Branca sob escolta da Polícia Militar, mas não resistiu aos ferimentos e morreu

Um segundo detento, de 36 anos, também estava na cela e sofreu queimaduras em aproximadamente 35% do corpo. Ele foi socorrido e permanece internado sob escolta policial. O homem teve queimaduras nos braços, peito e rosto e está em estado grave, porém estável.

Detento se recusou a sair durante o incêndio

De acordo com o registro policial, policiais civis que auxiliavam nos trabalhos da cadeia e da Central de Polícia Judiciária (CPJ) perceberam, por meio das câmeras de monitoramento, a presença de fumaça dentro da cela por volta das 13h30.

Os agentes acionaram outros policiais que estavam de plantão para auxiliar na ocorrência. Um dos policiais entrou na cela com um extintor e iniciou o combate às chamas, enquanto outro conseguiu retirar o detento de 36 anos e levá-lo até o chuveiro.

Ainda segundo o boletim, Carlos se recusou a deixar a cela e permaneceu no interior do espaço mesmo com o fogo. Após o controle das chamas, ele foi retirado e encaminhado para atendimento médico.

As chamas foram favorecidas pelos colchões e demais materiais existentes no interior da cela, que acabou completamente destruída.

Detento havia sido preso horas antes

Carlos havia sido preso em flagrante na manhã deste sábado, em Caconde, por suspeita de violência doméstica e lesão corporal. Ele foi levado para a Cadeia Pública de Casa Branca antes do incêndio.

O segundo detento, de 36 anos, havia sido preso durante a madrugada, por volta das 2h30, em cumprimento a um mandado de prisão preventiva. Ele passou por audiência de custódia às 10h e aguardava transferência para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Aguaí.

Ainda não foi esclarecido por que Carlos estava com um isqueiro dentro da cela.

Policial precisou de atendimento após inalar fumaça

Um dos policiais que participou do atendimento da ocorrência também precisou ser levado ao Pronto-Socorro de Casa Branca após inalar fumaça durante o combate ao incêndio e o resgate dos detentos.

Segundo o registro, o agente apresentou falta de ar e tosse e recebeu atendimento médico.

Perícia vai investigar as circunstâncias

O Instituto de Criminalística (IC) foi acionado para realizar a perícia na cadeia e deverá analisar as circunstâncias do incêndio, incluindo a origem das chamas e as condições em que o fogo se espalhou pela cela.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP) informou que o caso foi registrado na Delegacia Seccional de Casa Branca como incêndio.

O Portal da Cidade também procurou a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP-SP), que confirmou a morte do detento de 34 anos, o ferimento do segundo preso e o atendimento médico prestado ao policial civil.

Em nota, a secretaria informou que, segundo o Boletim de Ocorrência, o detento teria ateado fogo em pertences pessoais e que as chamas se espalharam pelo local. A SAP também confirmou que o Instituto de Criminalística foi acionado para a perícia.

A investigação deverá esclarecer, entre outros pontos, como o isqueiro chegou às mãos do detento e em quais circunstâncias ele conseguiu iniciar o incêndio dentro da cela.

Fonte: Portal da Cidade Casa Branca

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp