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CHACINA EM FORMOSA

PM aposentado suspeito de chacina que matou dois casa-branquenses é preso

Matusalém Silvério se entregou em São Luís de Montes Belos; polícia apreendeu armas, munições e celulares

Publicado em 15/08/2026 às 09:40
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PM aposentado suspeito de chacina que matou dois casa-branquenses é preso (Foto: Redes Sociais)

O policial militar aposentado Matusalém Silvério, apontado como um dos suspeitos da chacina que matou quatro homens em Formosa (GO), foi preso nesta sexta-feira (14). Ele se entregou na delegacia de São Luís de Montes Belos, em Goiás.

O crime aconteceu na terça-feira (11), no bairro Parque Lago, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Entre as vítimas estavam os casa-branquenses Gustavo Aurélio Miguel, de 31 anos, e André Luiz Ferreira Silva, de 41 anos, além de Gustavo Fernandes Graças, de 30 anos, e Luis Antonio Rodrigues, de 58 anos.

O filho de Matusalém, Mauricio Correa, e o irmão Rodrigo Barbosa, também investigados pelo crime, permanecem foragidos.


Armas e celulares são apreendidos

Durante a operação realizada nesta sexta-feira, a polícia apreendeu armas de fogo, munições e aparelhos celulares. Entre os armamentos recolhidos estão armas que, segundo a investigação, podem ter sido utilizadas nos homicídios.

Também foi apreendida uma carabina e o equipamento de gravação das câmeras de monitoramento, conhecido como DVR, no imóvel onde Matusalém morava. A residência estava vazia quando os policiais chegaram.

As investigações são conduzidas pelo Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Formosa, que busca esclarecer a motivação do crime, reconstruir a dinâmica do tiroteio e determinar a participação de cada um dos investigados.


Chacina em Formosa, em Goiás, deixa quatro mortos — Foto: Reprodução/Polícia Militar

Polícia trabalha com duas linhas de investigação

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a investigação trabalha atualmente com duas principais possibilidades para explicar o encontro entre as vítimas e os suspeitos.

A primeira aponta que os quatro homens teriam ido até o endereço para receber um valor que havia sido combinado anteriormente.

A segunda linha apura se as vítimas estariam ameaçando ou pressionando os suspeitos para receber o pagamento.

A polícia, entretanto, considera improvável a versão de que os ocupantes da caminhonete Amarok tenham chegado ao endereço efetuando disparos contra os suspeitos.

A dinâmica exata do confronto ainda depende da análise das provas reunidas durante a investigação.

Pistola foi encontrada sob corpo de uma das vítimas

De acordo com a Polícia Militar, uma pistola foi encontrada debaixo do corpo de uma das vítimas.

A caminhonete Amarok utilizada pelo grupo estava parada no meio da via pública, com o motor ligado e as quatro portas abertas. O veículo apresentava diversas perfurações na lataria e nos vidros.

As quatro mortes foram constatadas ainda no local por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

A Polícia Técnico-Científica identificou oficialmente as quatro vítimas como:

  • Luis Antonio Rodrigues, 58 anos;
  • Gustavo Fernandes Graças, 30 anos;
  • André Luiz Ferreira Silva, 41 anos;
  • Gustavo Aurélio Miguel, 31 anos.

Família de Gustavo havia contestado versão do crime

Após a morte de Gustavo, familiares se manifestaram para contestar algumas das versões divulgadas sobre o caso. Em entrevista ao Diário de Formosa, uma prima afirmou que, segundo a família, não teria ocorrido troca de tiros e que Gustavo teria sido colocado em uma situação que não teria relação direta com ele.

Os familiares também negaram qualquer envolvimento de Gustavo com facções criminosas e o descreveram como uma pessoa trabalhadora, educada e dedicada à família.

Uma das parentes classificou o episódio como uma “execução”, ressaltando que essa é a versão da família sobre o ocorrido.

As declarações dos familiares deverão ser confrontadas com as provas reunidas pela Polícia Civil.

Matusalém havia alegado legítima defesa

Antes da prisão, Matusalém e os demais investigados haviam apresentado à Polícia Civil uma versão de legítima defesa.

Segundo o policial aposentado, a intenção teria sido proteger a própria vida, a do filho e a de um irmão de criação. Ele também afirmou que não gostaria que o episódio tivesse terminado com a morte dos quatro homens.

A defesa informou à TV Anhanguera que lamenta a tragédia e que aguarda o avanço das investigações para que os fatos sejam esclarecidos.

A Polícia Militar informou que acompanha o andamento do caso e permanece à disposição das autoridades competentes para prestar esclarecimentos.

Dois mortos eram de Casa Branca

Gustavo Aurélio e André Ferreira, o “Taroba”, eram de Casa Branca. Os dois foram velados e sepultados no município nesta sexta-feira (14).

Com a prisão de Matusalém e a apreensão de armas, munições, celulares e equipamentos de monitoramento, a Polícia Civil deve avançar na reconstrução do crime e na identificação da responsabilidade de cada um dos envolvidos.

Mauricio Correa e Rodrigo Barbosa continuam foragidos. As investigações seguem sob responsabilidade do GIH de Formosa.

Fonte: Portal da Cidade Casa Branca

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