CHACINA EM FORMOSA
Chacina em Formosa completa 20 dias com dois suspeitos foragidos e caso sem solução
Crime deixou quatro mortos, entre eles André Ferreira e Gustavo Aurélio, de Casa Branca; Mauricio Correa e Rodrigo Anderson continuam sendo procurados
Publicado em
31/08/2026 às 13:17
Atualizado em
Nesta segunda-feira (31) completam-se 20 dias da chacina que deixou quatro homens mortos em Formosa (GO). Entre as vítimas estavam os casa-branquenses André Luiz Ferreira Silva, conhecido como “Taroba”, e Gustavo Aurélio Miguel.
Passadas quase três semanas do crime, o caso ainda não está completamente esclarecido e dois investigados permanecem foragidos: Mauricio Correa e Rodrigo Anderson.
O crime aconteceu no dia 11 de agosto, no bairro Parque Lago, em Formosa, no Entorno do Distrito Federal. Além de André e Gustavo, também morreram Gustavo Fernandes Graças e Luiz Antonio Rodrigues.
Desde então, a investigação tenta reconstruir a dinâmica dos acontecimentos, esclarecer a participação de cada envolvido e determinar as circunstâncias que levaram às quatro mortes.

André Ferreira, conhecido como “Taroba”, e Gustavo Aurélio, vítimas da chacina que deixou quatro mortos em Formosa (GO)
Dois continuam foragidos
Dos três homens apontados como envolvidos no caso, o policial militar aposentado Matusalém Silvério foi preso no dia 14 de agosto, três dias após o crime. Ele se entregou à polícia em São Luís de Montes Belos, em Goiás.
Já Mauricio Correa e Rodrigo Anderson continuam foragidos 20 dias após a chacina.
Durante as investigações, a polícia realizou buscas e apreendeu aparelhos celulares, munições e armas de fogo, incluindo armamentos que seriam analisados para verificar eventual utilização nos homicídios.
Apesar dos avanços na investigação e da prisão de Matusalém, o caso chega ao 20º dia sem uma conclusão definitiva sobre a dinâmica das mortes e com dois dos investigados ainda procurados pelas autoridades.
Cobrança de dívida está no centro da investigação
Uma das principais linhas investigadas desde os primeiros dias aponta que as quatro vítimas teriam ido até Formosa para tratar da cobrança de uma dívida de aproximadamente R$ 250 mil, relacionada à negociação de um caminhão.
Em entrevista concedida à Rádio Terra FM 97,9 logo após o crime, o delegado José Antonio Sena afirmou que já existia um registro anterior relacionado à negociação, no qual as vítimas teriam relatado que venderam o caminhão e não receberam o valor.
Imagens analisadas pela investigação mostram a chegada da caminhonete Amarok ao endereço onde ocorreu o crime. Segundo as informações divulgadas pela polícia à época, o veículo parou em frente à residência e, na sequência, ocorreram os disparos.
Uma pistola foi encontrada sob o corpo de uma das vítimas. A Amarok foi localizada com o motor ligado, portas abertas e diversas perfurações provocadas pelos tiros.
Versão de legítima defesa
Antes de ser preso, Matusalém apresentou sua versão sobre o episódio e alegou legítima defesa.
Segundo a versão apresentada pelo investigado, ele teria agido para proteger a própria vida, a do filho e a de um irmão. A defesa também sustentou que os investigados estariam sendo perseguidos e pressionados pelas vítimas.
A Polícia Civil, entretanto, passou a confrontar essa versão com imagens, perícias, depoimentos, armas apreendidas e outros elementos reunidos durante o inquérito.
A investigação também considerava improvável, conforme informações divulgadas anteriormente, a hipótese de que as vítimas tenham chegado ao endereço já efetuando disparos.
Famílias contestaram versões sobre o crime
Familiares das vítimas também se manifestaram após a chacina.
Ao Diário de Formosa, parentes de Gustavo contestaram a existência de uma troca de tiros e negaram qualquer envolvimento dele com facções criminosas. Uma familiar classificou o ocorrido como uma “execução”, ressaltando que essa era a interpretação da família diante das informações disponíveis.
Já o advogado criminalista Dr. Ivan Maziero, primo de André Ferreira, falou posteriormente sobre o caso em vídeo enviado com exclusividade ao Portal da Cidade, apresentando o posicionamento da família diante das circunstâncias da morte de Taroba. (clique aqui e assista)
Vinte dias depois
André Ferreira e Gustavo Aurélio foram sepultados no dia 14 de agosto, no Cemitério Municipal de Casa Branca.
Agora, 20 dias depois das quatro mortes, a chacina permanece sem um desfecho definitivo. Matusalém está preso, enquanto Mauricio Correa e Rodrigo Anderson permanecem foragidos.
A investigação continua em busca de respostas sobre a participação de cada suspeito e a sequência exata dos acontecimentos que culminaram nas quatro mortes.
O Portal da Cidade segue acompanhando o caso.
Fonte: Portal da Cidade Casa Branca
Notícias relacionadas
Morador de Lagoa Branca desaparece em açude
31/08/2026 às 16:38
Operação Saturação reforça policiamento em Santa Cruz das Palmeiras
31/08/2026 às 11:35
Polícia Militar apreende espingarda em propriedade rural de Lagoa Branca
28/08/2026 às 14:08
Homem é detido após disparos em área rural de Casa Branca
28/08/2026 às 14:08
Motocicleta furtada em Casa Branca é recuperada pela PM
28/08/2026 às 11:24
Homem é preso por tentativa de estupro de vulnerável em Itobi
27/08/2026 às 09:24