COMÉRCIO EXTERIOR
Exportações de Casa Branca caem 51% e município registra déficit comercial
Cidade vendeu US$ 2,7 milhões ao exterior e importou US$ 6,1 milhões entre janeiro e julho de 2026
Publicado em 21/08/2026 às 11:51
Casa Branca movimentou US$ 2,7 milhões em exportações entre janeiro e julho de 2026, segundo levantamento do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Apesar das vendas ao exterior, o município registrou queda de 51% nas exportações na comparação com o mesmo período de 2025.
As importações somaram US$ 6,1 milhões, uma redução de 6% em relação ao ano anterior. Com isso, Casa Branca encerrou o período com déficit comercial de US$ 3,4 milhões, ou seja, o município comprou do exterior mais do que vendeu.
Entre os produtos exportados por empresas de Casa Branca, os artefatos de borracha vulcanizada foram responsáveis pela maior parcela, representando 54,8% das vendas internacionais. Na sequência aparecem bulbos, tubérculos, mudas e outras plantas, com 25,7%, e sacos para embalagem, que responderam por 16,3%.
Argentina é principal destino
A Argentina foi o principal destino dos produtos exportados por Casa Branca, concentrando 55,2% das vendas internacionais realizadas no período.
Os Países Baixos aparecem na segunda posição, com 21,8%, seguidos pelo Paraguai, com 13,8%. Também estão entre os destinos Estados Unidos, com 5,1%, e Suécia, com 2,8%.
Os dados fazem parte de um levantamento regional do Derex/Fiesp, elaborado com base nas informações dos municípios que integram as diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).
Região movimenta US$ 599,5 milhões
No conjunto dos municípios da região de São João da Boa Vista, as exportações chegaram a US$ 469,5 milhões entre janeiro e julho, crescimento de 8,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações somaram US$ 130 milhões, alta de 26,7%, resultando em superávit comercial de US$ 339,5 milhões.
Na região, o café, chá, mate e especiarias representaram 53,4% das exportações, seguidos por preparações alimentícias diversas (22,4%) e animais vivos (4,9%). Alemanha, Itália e Rússia foram os principais destinos.
O desempenho regional, no entanto, apresenta diferenças entre os municípios. Enquanto Casa Branca registrou déficit comercial, outras cidades tiveram resultados positivos, como Espírito Santo do Pinhal, São José do Rio Pardo e São João da Boa Vista.
Para Adriano Alvarez, primeiro vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, os números mostram a força produtiva da região e a importância do comércio exterior para a atividade econômica.
Segundo ele, as importações também estão relacionadas à busca por tecnologia, máquinas e insumos utilizados para ampliar a produção e a competitividade das empresas.
O dirigente também destacou que o comércio exterior não é uma possibilidade restrita às grandes empresas. Micro e pequenas empresas interessadas em exportar podem buscar capacitação e apoio para identificar oportunidades e preparar seus negócios para o mercado internacional.
Fonte: Portal da Cidade Casa Branca
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