ECONOMIA
Suco de laranja fica livre de nova tarifa dos EUA, mas óleos essenciais são sobretaxados
Medida divide o setor citrícola brasileiro e mantém atenção sobre os efeitos das mudanças no comércio internacional
Publicado em
06/08/2026 às 14:56
Atualizado em
A cadeia da laranja encerrou julho com um cenário misto diante das novas definições comerciais dos Estados Unidos. Segundo o Radar HF Brasil, enquanto o suco de laranja brasileiro foi mantido fora da cobrança de tarifas extras, os óleos essenciais da fruta passaram a sofrer uma sobretaxa de 12,5%, medida que preocupa exportadores e pode afetar um dos subprodutos de maior valor agregado da citricultura.
Para municípios com forte presença na produção de laranja, como Casa Branca, líder nacional na produção da fruta, as decisões norte-americanas têm importância direta. A cidade possui uma das principais cadeias citrícolas do país, com produção em larga escala e participação em uma atividade que movimenta produtores, trabalhadores, empresas, transportadoras e diferentes setores da economia local.
Segundo a CitrusBR, a nova cobrança sobre os óleos essenciais entrou em vigor em 24 de julho. O produto tem os Estados Unidos como um importante mercado consumidor, o que aumenta a preocupação entre os exportadores brasileiros diante da perda de competitividade provocada pela sobretaxa.
Por outro lado, a manutenção do suco de laranja entre os produtos isentos de tarifas adicionais representa um alívio para o setor. O produto é o principal derivado da cadeia citrícola brasileira e tem o mercado norte-americano como um dos seus principais destinos.
Na temporada 2025/26, as exportações brasileiras de suco de laranja para os Estados Unidos cresceram 16,3% em relação à safra anterior. O resultado considera os embarques de suco não concentrado (NFC) e de suco concentrado congelado (FCOJ), além dos demais sucos de laranja, todos convertidos para equivalente concentrado.
A manutenção do produto na lista de exceções alimenta a expectativa de continuidade desse desempenho e contribui para que o Brasil permaneça como principal fornecedor de suco de laranja ao mercado norte-americano.
Mercado interno
Enquanto as discussões sobre o comércio internacional movimentaram o setor, os preços da fruta também refletiram o ritmo da atividade no mercado brasileiro.
Em julho, a laranja pera in natura na árvore foi negociada, em média, a R$ 33,66 por caixa de 40,8 quilos. Já a fruta destinada à indústria fechou o mês com preço médio de R$ 31,27 por caixa.
Os valores refletem o ritmo ainda gradual de processamento observado no período. A evolução da demanda industrial e o comportamento das exportações de suco serão fatores importantes para determinar os próximos movimentos do mercado.
Para Casa Branca, que mantém posição de destaque na produção nacional de laranja, o cenário reforça a importância de acompanhar as decisões do comércio internacional. A isenção do suco reduz os riscos para um dos principais produtos da cadeia, enquanto a sobretaxa dos óleos essenciais demonstra que os efeitos das novas políticas comerciais dos Estados Unidos podem variar de acordo com cada derivado da fruta.
Diante desse cenário, o setor citrícola brasileiro entra nos próximos meses entre a expectativa de continuidade do bom desempenho das exportações de suco e a preocupação com os impactos da tarifa sobre os óleos essenciais, mantendo atenção às novas definições do mercado internacional.
Fonte: Portal da Cidade Casa Branca
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