GREVE
Caminhoneiros iniciam paralisação e cobram votação da MP do Frete
RNTRC aponta 123 registros em Casa Branca entre empresas e autônomos; deputado Paulo Barbosa cobra solução para a categoria
Publicado em
14/07/2026 às 07:52
Atualizado em
A mobilização nacional dos caminhoneiros, iniciada nesta semana para pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória (MP) do Frete antes do fim de sua validade, também chama a atenção em Casa Branca, município que possui forte presença do transporte rodoviário de cargas. Segundo levantamento realizado pelo Portal da Cidade no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC), a cidade conta atualmente com 123 registros ativos, sendo 28 empresas transportadoras e 95 transportadores autônomos.
A paralisação, que teve início com maior concentração em áreas portuárias, especialmente no Porto de Santos, busca garantir a aprovação da MP nº 1.343/2026, que reforça mecanismos para assegurar o cumprimento do piso mínimo do frete. A medida perde a validade na próxima quinta-feira (16), caso não seja apreciada pelo Senado, o que levou entidades da categoria a convocarem atos e ameaçarem ampliar o movimento para outras regiões do país.
Para Casa Branca, os números mostram a importância econômica do setor. Somados, empresas e autônomos representam uma parcela significativa da atividade logística do município, responsável pelo transporte de produtos agrícolas, insumos, cargas industriais e mercadorias que abastecem diferentes regiões do Estado e do país.
O deputado federal Paulo Barbosa (PSD) afirmou que a mobilização demonstra a necessidade de uma solução definitiva para o setor.
Embora o movimento ainda não tenha provocado bloqueios generalizados nas rodovias, o governo federal acompanha a situação e intensificou as negociações para que a MP seja votada antes do prazo final. Lideranças dos caminhoneiros afirmam que, caso a proposta perca a validade, a paralisação poderá ganhar adesão em diversas regiões do Brasil.
A MP do Frete tem como objetivo fortalecer a fiscalização do cumprimento da tabela do piso mínimo do transporte rodoviário de cargas e ampliar as penalidades para contratantes que descumprirem a legislação. O texto, no entanto, ainda enfrenta divergências no Senado, principalmente em relação a dispositivos incluídos durante a tramitação na Câmara dos Deputados, o que mantém indefinido o desfecho das negociações.
Até o momento, não há registro de desabastecimento ou impactos significativos na região de Casa Branca, mas o avanço da paralisação é acompanhado com atenção por produtores rurais, transportadoras e empresas que dependem da logística rodoviária para o escoamento da produção.
Fonte: Portal da Cidade Casa Branca
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