Portal da Cidade Casa Branca

OPINIÃO

Entre o individual e o coletivo: uma escolha da sociedade - Professor Marcos Monteiro

Compartilho minha visão sobre como o interesse coletivo perdeu espaço na sociedade e por que acredito ser necessário resgatar esse valor

Publicado em 30/07/2026 às 09:05
Atualizado em

Entre o individual e o coletivo: uma escolha da sociedade - Professor Marcos Monteiro (Foto: Portal da Cidade (IA))

Por professor Marcos Monteiro

A sociedade vem mudando rapidamente em vários sentidos, mas, neste artigo, vou me prender a algo que tem chamado muito minha atenção: o que deve prevalecer em uma crise ou conflito, o interesse coletivo ou o individual?

Em tempos idos, essa dúvida não existia. A resposta seria, naturalmente, o interesse coletivo. Mas hoje é assim que pensa a sociedade?

Vamos aos fatos. Segundo uma breve consulta ao Google, a Santa Casa de Casa Branca foi fundada em 12 de abril de 1885 e nasceu do esforço e da união da comunidade local e da irmandade benemérita da época, liderada por cidadãos e autoridades locais comprometidos em prestar assistência de caridade e saúde à população da região.

O que movia as pessoas naquele tempo, sem dúvida, era o interesse coletivo. Assim foram feitas outras obras em nosso município e, só para lembrar mais uma, o cinema, então Cine Casa Branca, foi criado e construído pela Cia. Casa Branca de Melhoramentos, com o objetivo de ser um espaço de lazer e cultura para a população do município.

As pessoas se juntavam para criar, construir e administrar obras de interesse coletivo. Será que isso seria possível hoje? Pergunto e respondo: NÃO! Hoje o interesse individual prevalece e, junto com ele, vem a resposta: “Já pago meus impostos, portanto, esses problemas são do governo e não meus!”.

É verdade que, com as mudanças do mundo, entre elas veio a ânsia arrecadatória dos governos e a falsa afirmativa dos políticos, que estão sempre a afirmar, a cada eleição: “Deixa comigo que eu resolvo!”.

Professor Marcos Monteiro/Casa Branca

Santa Casa

No nosso caso da Santa Casa, pode-se afirmar que foi criado o SUS e, portanto, se pago meus impostos, já estou dando minha colaboração e o problema é do governo de plantão. Mas, na verdade, durante a campanha política, alguém perguntou ao seu preferido para receber seu voto o que ele faria pela saúde da nossa cidade e, portanto, quais seriam seus planos para a Santa Casa?

Professor Marcos Monteiro/Casa Branca

Como candidato que fui, informo que ninguém me perguntou isso, mas ficaria horas escrevendo este artigo para descrever quantos questionamentos recebi para esclarecer o que pretendia fazer para ajudar aquele eleitor ou o grupo do qual ele fazia parte.

Penso que este é o momento adequado para essas reflexões, pois estamos às vésperas de um pleito eleitoral em que serão tomadas as principais decisões que vão influir no seu dia a dia. Certamente, será novamente o momento de decidirmos o que queremos de nossos governantes: que eles defendam quais interesses? Os coletivos, que interessam à sociedade como um todo, ou os interesses individuais ou de grupos?

As disputas pelo Executivo, seja no Estado ou no Governo Federal, estão hoje tomadas por uma grande polarização ideológica, e a maior parte da mídia informa o que cada um dos candidatos pensa e propõe. Portanto, que a população decida pelos melhores.

Minha maior preocupação está nas eleições proporcionais para os parlamentos brasileiros, ou seja, Assembleias Legislativas, Câmara e Senado Federal, nas quais as informações são bem reduzidas e ocorrem em momentos de grandes transformações políticas, pois os parlamentares ganharam um poder extraordinário em tempos recentes.

Por isso, sugiro que pesquisem como votaram e quais projetos apresentaram aqueles que já são deputados e quais projetos os novos candidatos pretendem apresentar, fazendo a ponderação de quanto essas atuações foram ou serão voltadas ao interesse coletivo.

Voltando à nossa questão local, a Santa Casa, precisamos reunir as forças daqueles que ainda acham que os interesses da maioria devem prevalecer e, ao mesmo tempo em que exigimos da administração municipal a demissão sumária dos atuais administradores, também precisamos assumir responsabilidades coletivas, como nos ensinaram em 1885, e montar, com pessoas responsáveis, um Conselho Municipal de Saúde que apenas se submeta aos interesses de todos os casa-branquenses.

Fonte: Professor Marcos Monteiro

Participe do grupo do Portal da Cidade no WhatsApp