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AGRONEGÓCIO

Líder nacional, Casa Branca é beneficiada por isenção dos EUA à laranja brasileira

Medida preserva a competitividade da fruta e do suco de laranja no principal mercado consumidor do produto brasileiro

Publicado em 03/08/2026 às 15:46
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Líder nacional, Casa Branca é beneficiada por isenção dos EUA à laranja brasileira (Foto: Portal da Cidade)

A decisão do governo dos Estados Unidos de manter a laranja, o suco de laranja e outros derivados da citricultura fora da nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros representa uma notícia positiva para Casa Branca, município que lidera a produção nacional da fruta. A medida preserva a competitividade da cadeia citrícola brasileira em um dos principais mercados consumidores do mundo e reduz o risco de impactos sobre um setor que movimenta a economia local.

Maior produtora de laranja do Brasil, Casa Branca colheu cerca de 550 mil toneladas da fruta em 2024, mantendo a liderança nacional mesmo diante da redução de aproximadamente 9% na produção em relação ao ano anterior. A citricultura é uma das principais atividades econômicas do município, responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos e pelo fortalecimento do comércio, dos serviços e da agroindústria regional.

Segundo análise do Radar HF Brasil, elaborada pelo Cepea/Esalq-USP, os Estados Unidos confirmaram, em 15 de julho, a aplicação de uma tarifa adicional mínima de 25% sobre milhares de produtos brasileiros. No entanto, a maior parte das frutas exportadas pelo Brasil, incluindo a laranja, permaneceu na lista de exceções divulgada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).

Além da fruta in natura, também ficaram de fora da sobretaxa o suco de laranja, a polpa cítrica e, em sua maioria, os óleos essenciais produzidos pela cadeia citrícola. A decisão evita uma perda adicional de competitividade em um mercado estratégico para o setor.

Os números demonstram a importância dessa preservação. Na safra 2025/2026, os Estados Unidos responderam por cerca de 45% de todo o volume de suco de laranja exportado pelo Brasil, participação semelhante à da União Europeia. No mesmo período, as exportações brasileiras de suco não concentrado (NFC) para o mercado norte-americano cresceram aproximadamente 15%, enquanto o volume total de embarques de suco de laranja, incluindo o concentrado congelado (FCOJ), avançou 18,3% em relação à safra anterior.

Embora o suco brasileiro já esteja sujeito à tarifa de importação praticada pelos Estados Unidos, a exclusão da nova sobretaxa de 25% impede que o produto brasileiro perca ainda mais espaço para concorrentes internacionais.

Para Casa Branca, cuja economia tem forte ligação com a citricultura desde a década de 1980, a decisão reforça a estabilidade de um setor considerado estratégico. O município concentra grandes áreas de produção e segue como referência nacional na atividade, contribuindo diretamente para que São Paulo permaneça responsável por cerca de 76% da produção brasileira de laranja.

De forma geral, a avaliação do Radar HF Brasil é de que os impactos da medida norte-americana sobre o setor de frutas, legumes e verduras tendem a ser limitados, justamente porque a maior parte dos principais produtos exportados pelo Brasil permaneceu entre as exceções. Além da laranja, também foram isentos produtos como limão, manga, mamão, abacaxi, banana, abacate, goiaba, kiwi, coco e diferentes tipos de castanhas.

A principal preocupação do setor está concentrada na uva. Diferentemente dos cítricos, a fruta não apareceu na relação oficial de exceções e poderá ficar sujeita à tarifa adicional, caso essa condição seja mantida na versão definitiva da norma. Ainda assim, especialistas avaliam que o impacto tende a ser restrito, já que a Europa permanece como principal destino das exportações brasileiras de uva.

Enquanto o cenário ainda exige acompanhamento da regulamentação definitiva pelos exportadores, a manutenção da laranja e do suco entre os produtos isentos representa um importante alívio para a citricultura brasileira e reforça a posição de municípios como Casa Branca, que seguem na liderança da produção nacional e desempenham papel fundamental na cadeia de exportação do agronegócio.

Fonte: Portal da Cidade Casa Branca

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