O Dia do Maçom, celebrado em 20 de agosto, ganha significado especial em Casa Branca. Além de marcar a fundação da primeira loja maçônica regular no Brasil – a "Cavaleiros da Luz", criada em 1797 em Salvador – a data reforça os mais de 140 anos de atividade maçônica ininterrupta no município, uma das tradições mais antigas do interior paulista.
Atualmente, Casa Branca mantém três lojas ativas, cada uma vinculada a diferentes potências, mas unidas pela mesma história que atravessa séculos. A Loja "Trabalho, Honra e Caridade nº 4", fundada em 31 de julho de 1884, é a mais antiga da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP) e carrega em seu nome os pilares fundamentais da filosofia maçônica. Já a Augusta Respeitável Loja Simbólica "Cadeia de União nº 3057", ligada ao Grande Oriente de São Paulo (GOSP), se destaca por eventos comunitários que mobilizam centenas de pessoas. Por sua vez, a Loja "José Basilone Jr. nº 105", do Grande Oriente Paulista (GOP), homenageia um comerciante local, mantendo viva a tradição de valorizar figuras que contribuíram para o desenvolvimento da cidade.
Essa forte presença da maçonaria em Casa Branca está diretamente ligada ao contexto histórico do Brasil Imperial. Dom Pedro I, iniciado na maçonaria em 2 de agosto de 1822 com o nome simbólico de "Guatimozim", tornou-se Grão-Mestre do Grande Oriente do Brasil em apenas dois meses, marcando a relação da coroa com a ordem. Décadas depois, Dom Pedro II visitou pessoalmente Casa Branca, plantou quatro palmeiras na praça central e deixou registrado seu trajeto, ainda hoje sinalizado por uma linha amarela nas calçadas do centro histórico.
A cidade celebra não apenas sua tradição local, mas também a herança que conecta Casa Branca aos ideais de fraternidade, trabalho e caridade que marcaram a independência nacional e o desenvolvimento regional.