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Casa Branca fecha março com perda de 115 empregos formais e acumula saldo negativo no ano

Agropecuária e setor de serviços puxaram queda no município; indústria foi o único segmento com resultado positivo

Publicado em 08/05/2026 às 08:14

Casa Branca fecha março com perda de 115 empregos formais e acumula saldo negativo no ano (Foto: Portal da Cidade Casa Branca)

Casa Branca encerrou o mês de março com saldo negativo de 115 empregos formais, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é a diferença entre 299 admissões e 414 desligamentos registrados no município durante o período.

O desempenho negativo foi influenciado principalmente pela agropecuária, que fechou 75 postos de trabalho, e pelo setor de serviços, responsável por outras 57 vagas encerradas. Apesar do cenário desfavorável, a indústria local apresentou reação positiva e abriu 12 novos empregos com carteira assinada no mês.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, Casa Branca enfrenta um cenário ainda mais desafiador. Entre janeiro e março, o município registra saldo negativo de 288 vagas formais, com destaque para as perdas no agronegócio.

Os números fazem parte de um levantamento regional realizado com dados de sete cidades: Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João da Boa Vista, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul.

Após resultados positivos em janeiro e fevereiro, a regional de São João da Boa Vista fechou março com retração de 392 vagas formais. Ainda assim, o saldo consolidado do ano segue positivo, com 288 postos de trabalho criados no primeiro trimestre.

A indústria voltou a ser o principal motor da geração de empregos na região. Em março, o setor foi o único a apresentar saldo positivo entre os segmentos econômicos analisados, com abertura de 170 vagas. No acumulado do ano, a indústria soma 572 novos postos de trabalho, número superior ao saldo geral regional.

Para o diretor titular do Ciesp São João da Boa Vista, Luís Otávio de Mendonça Castilho, o resultado de março interrompe uma sequência positiva, mas ainda não altera a tendência observada no acumulado do ano.

“O saldo negativo de março acende um sinal de atenção, principalmente porque o cenário econômico ainda é marcado por muitas incertezas. Ao mesmo tempo, o desempenho da indústria mostra que o setor continua exercendo papel estratégico para sustentar a atividade econômica e os empregos formais na região”, afirmou.

Segundo ele, os números ainda refletem uma movimentação relativamente pequena do mercado de trabalho, ligada ao turnover natural das empresas. “É uma oscilação que, estatisticamente, ainda pode ser considerada pouco significativa diante do volume total de empregos da região”, avaliou.

Região teve resultados variados

Entre os municípios analisados, Aguaí liderou a geração de empregos em março, com saldo positivo de 98 vagas. Já Vargem Grande do Sul abriu 24 postos de trabalho no mês e lidera o acumulado regional de 2026, com 367 vagas criadas.

Na outra ponta, Mococa teve o pior desempenho da regional, com fechamento de 304 empregos formais, impactada principalmente pelas perdas na agropecuária e construção civil.

Espírito Santo do Pinhal fechou março com saldo negativo de 49 vagas, enquanto São João da Boa Vista encerrou o mês com retração de 33 postos de trabalho. São José do Rio Pardo também registrou resultado negativo, com fechamento de 13 empregos formais em março.

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