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Casa Branca fecha 2025 com 160 vagas e região desacelera

Região soma 1.223 empregos no ano, menor saldo desde 2020; Casa Branca mantém estabilidade, mas ritmo preocupa setores produtivos

Publicado em 23/02/2026 às 08:36

Setor de serviços liderou a geração de empregos na região (Foto: Ilustrativa)

Casa Branca encerrou 2025 com saldo positivo de 160 empregos formais, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Foram 4.081 admissões e 3.921 desligamentos ao longo do ano, mantendo estabilidade no mercado em meio a um cenário de desaceleração regional e nacional.

No total, as sete cidades que compõem a região de São João da Boa Vista — Aguaí, Casa Branca, Espírito Santo do Pinhal, Mococa, São João, São José do Rio Pardo e Vargem Grande do Sul — somaram 1.223 novos postos de trabalho em 2025. Apesar do resultado positivo, este foi o menor saldo desde 2020.

Entre janeiro e dezembro, foram registradas 63.033 admissões contra 61.810 desligamentos. O saldo corresponde à diferença entre contratações e demissões. O Novo Caged consolida informações do eSocial, Caged e Empregador Web para apuração do emprego formal no país.

Nos anos anteriores, o desempenho havia sido mais robusto: 2.288 vagas em 2020; 3.682 em 2021; 2.912 em 2022; 1.976 em 2023; e 2.114 em 2024. A queda para 1.223 em 2025 acompanha o movimento nacional de desaceleração da economia.

O setor de serviços liderou a geração de empregos na região, com 1.057 vagas abertas, seguido pela indústria, com 532 postos. O comércio teve saldo discreto de 14 vagas. Já o agronegócio e a construção civil fecharam o ano com mais demissões do que contratações.

Para o vice-diretor do Ciesp São João da Boa Vista, Adriano Alvarez, o saldo positivo demonstra resiliência, mas em ritmo mais moderado. Segundo ele, juros elevados, crédito caro e demanda interna enfraquecida impactaram diretamente a indústria, especialmente nos segmentos metal-mecânico, autopeças, plásticos e agroindústria.

Ele avalia que, apesar de meses pontuais de melhor desempenho no agronegócio, o ano foi marcado por menor dinamismo econômico. Para 2026, a expectativa é de recuperação gradual, com possível queda da taxa Selic a partir do segundo trimestre, o que pode estimular investimentos e novas contratações, além do impacto do reajuste do salário mínimo e do ciclo eleitoral.

Desempenho por cidade

  • Espírito Santo do Pinhal liderou o ranking regional, com saldo de 736 empregos (16.959 admissões e 16.223 desligamentos), superando com folga o resultado de 2024.
  • Mococa ficou em segundo lugar, com 452 novas vagas (9.658 admissões e 9.206 demissões), mantendo desempenho consistente.
  • Em Aguaí, o saldo foi de 210 empregos (5.216 admissões e 5.006 desligamentos), embora 70,7% abaixo do registrado no ano anterior.
  • São José do Rio Pardo contabilizou 90 novos postos (10.078 admissões e 9.988 desligamentos), mantendo saldo positivo em ritmo menor após liderar em 2024.
  • Na contramão, São João da Boa Vista fechou o ano com saldo negativo de 194 empregos (11.432 admissões e 11.626 desligamentos), com destaque para a indústria, que encerrou 413 postos de trabalho.
  • Vargem Grande do Sul também registrou resultado negativo, com 189 vagas a menos no acumulado do ano (5.661 admissões e 5.850 demissões).

Embora Casa Branca tenha mantido saldo positivo, o cenário regional indica alerta para 2026, diante da redução no ritmo de geração de empregos e do impacto das condições macroeconômicas sobre os setores produtivos.

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