O desempenho do comércio exterior no primeiro trimestre de 2026 trouxe um alerta para Casa Branca, que fechou o período com déficit na balança comercial, mesmo diante de um cenário regional amplamente positivo. Enquanto a região de São João da Boa Vista acumulou superávit de US$ 155,1 milhões, o município casabranquense apresentou saldo negativo de US$ 2,3 milhões.
De janeiro a março, Casa Branca exportou cerca de US$ 700 mil, mas importou aproximadamente US$ 3 milhões. Cerca de 90% das vendas externas são de borracha, com destinos como Argentina, Estados Unidos e Colômbia. O resultado indica uma dependência de poucos produtos e um volume ainda limitado de exportações frente às necessidades de importação.
Apesar do desempenho da cidade, o cenário regional segue robusto. Ao todo, as exportações somaram US$ 214,5 milhões, contra US$ 59,4 milhões em importações — crescimento de 15% nas vendas externas em relação ao mesmo período do ano passado. O resultado reforça o peso da indústria e do agronegócio na economia regional, com destaque para produtos como café, chá, mate e especiarias, que representam mais de 60% das exportações.
Municípios vizinhos tiveram resultados expressivos. Espírito Santo do Pinhal liderou com US$ 97,5 milhões exportados e superávit de US$ 91,4 milhões, seguido por São José do Rio Pardo, com US$ 71,3 milhões em exportações e saldo positivo de US$ 65,6 milhões, ambos impulsionados principalmente pelo café.
Já São João da Boa Vista, cidade-polo da região, registrou superávit de US$ 10,2 milhões, com destaque para produtos químicos inorgânicos e café. Outros municípios, como Santa Cruz das Palmeiras e Mococa, também fecharam o trimestre no azul, ainda que com resultados mais modestos.
Por outro lado, além de Casa Branca, cidades como Aguaí, Santa Rosa de Viterbo e Vargem Grande do Sul registraram déficit comercial, refletindo forte dependência de importações, especialmente de máquinas, equipamentos industriais e insumos.
“O resultado do primeiro trimestre reforça a competitividade da nossa região no comércio exterior, especialmente pela força do agronegócio e da indústria. Quando exportamos mais do que importamos, estamos trazendo recursos para dentro da economia local, o que se reflete em mais empregos, renda e dinamismo para os municípios”, analisa Adriano Alvarez, vice-diretor regional do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de SP).