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Milhões de abelhas morrem em 9 apiários de Casa Branca e causas são investigadas

Pelo menos nove apiários tiveram prejuízos. Equipes da Defesa Agropecuária coletou amostras dos insetos.

Publicado em 13/07/2022 às 11:27

Apicultores perderam 1,5 mil colmeias por possível contaminação (Foto: Reprodução/EPTV)

Apicultores de Casa Branca (SP) querem saber o que causou a morte de milhões de abelhas em pelo menos nove apiários.

A mortandade começou no final de junho e foi descoberta quando os apicultores chegaram para fazer a manutenção das colmeias. Cerca de 1,5 mil delas foram destruídas.

Amostras dos insetos mortos devem ser enviadas ainda nesta semana para análise no Instituto Biológico de Campinas.


Apicultores perderam 1,5 mil colmeias por possível contaminação — Foto: Reprodução EPTV

No local, havia muitas abelhas já mortas no chão e outras ainda atordoadas tentando se movimentar.

“Num raio de 10 quilômetros estão morrendo todas as colmeias”, afirmou o apicultor Edson Aparecido Pires.

Ele perdeu cerca de 250 enxames. As caixas de madeira utilizadas para abrigar as abelhas, agora, precisam passar por uma desinfecção para limpar a substância que causou a matança.

Causa serão investigadas


Milhões de abelhas morreram em Casa Branca — Foto: Reprodução EPTV

Ainda não se sabe a causa do extermínio dos insetos. Equipes da Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo estiveram na região para coletar amostras dos insetos mortos.

“Vamos encaminhar para análise laboratorial para identificar se teve e qual foi o resíduo de agrotóxico nas abelhas”, afirmou a gerente programa estadual de sanidade das abelhas, Renata Teixeira.

Os técnicos também irão investigar as fazendas próximas ao local onde as colmeias estavam. O objetivo é verificar se foram usados agrotóxicos fora dos padrões de segurança e se os produtos usados são autorizados.

Prejuízos


O apicultor João Batista de Freitas, de Casa Branca, irá queimar todas as colmeias que foram contaminadas — Foto: Reprodução EPTV

O apicultor José Roberto Pires estima que o seu prejuízo vai ultrapassar R$ 35 mil. “É o material que a gente não sabe se vai poder usar e o mel dessa florada que a gente perdeu tudo, não dá para fazer mais nada”, afirmou.


O produtor de mel João Batista de Freitas explica que, no caso de contaminação, todo material é descartado, inclusive o mel que já foi produzido. “Vai ser queimado, tudo será jogado fora.”

Além dos prejuízos financeiros, ele lamenta o dano para o meio ambiente.

“Tristeza, difícil trabalhar e não ter retorno. Se acabar a abelha acaba tudo, nas lavouras é ela que faz tudo.”

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